Telefone-sem-fio dos ditados
Existem ditados populares que, como a brincadeira do telefone sem fio, chegaram aos dias de hoje bem alterados.
Como ficou: Essa criança parece que está com bicho carpinteiro!
Como ficou: Batatinha quando nasce se esparrama pelo chão.
Como ficou: Cor de burro quando foge!
Como era: Quem tem boca vaia Roma
Como ficou: Quem tem boca vai à Roma
Como era: Esculpido em carrara (tipo de mármore).
Como ficou: Cuspido e escarrado.
Como ficou: Quem não tem cão caça com gato
É interessante perceber como tanta gente fala, inclusive eu, os respectivos ditados sem nem ao menos perceber seu estranho significado... burro mudando de cor quando foge? Gato ajudando na caça? No caso do ditado “quem tem boca vai à Roma” eu interpretava como sendo uma alusão às pessoas com boa comunicação, ou seja, perguntando aqui e ali chegará ao destino desejado.
Outro dito que acho estranho é: “já que Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé”. Como assim? Montanha andando? O inverso é que é lógico: “Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai até a montanha.




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