25 de out. de 2011


Na linguagem do P


PEDRO PAULO PEREIRA
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, 
pintava portas, paredes,  portais. 
Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. 
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para 
poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. 
Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, 
pois pretendia praticar pinturas para pessoas 
pobres. Porém, pouco praticou,  pois Padre Pafúncio 
pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou  
pratos para poder pagar promessas. 
Pálido, porém personalizado, preferiu  partir para 
Portugal para pedir permissão para permanecer 
praticando  pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos 
pedregosos, preferindo  pintá-los parcialmente, 
pois perigosas pedras pareciam precipitar-se 
principalmente pelo Pico, pois pastores passavam pelas 
picadas para pedirem  pousada, provocando provavelmente 
pequenas perfurações, pois, pelo passo  percorriam, 
permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios 
pomposos, procurando  pontos pitorescos, 
pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos  perigosos, 
pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precatar-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava     
poder prosseguir pintando,  porém, pretas previsões passavam pelo 
pensamento, provocando profundos  pesares, principalmente por 
pretender partir prontamente para Portugal. "Povo  previdente!" 
Pensava Pedro Paulo... "Preciso partir para Portugal porque  pedem 
para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses."  
Passando pela principal praça parisiense, partindo para Portugal, 
pediu para  pintar pequenos pássaros pretos. Pintou, prostrou perante 
políticos, populares, pobres, pedintes.
- Paris! Paris! - proferiu Pedro Paulo -- parto, porém penso pintá-la
 permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, 
Papai Procópio  partira para Província. Pedindo provisões, partiu 
prontamente, pois precisava  pedir permissão para Papai Procópio 
para prosseguir praticando pinturas.  Profundamente pálido, perfez 
percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão,  penetrou pelo portão 
principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço  proferiu:  
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.  
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas     
porcarias?  -- Papai -- proferiu Pedro Paulo -- pinto porque permitiste, 
porém  preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar  
perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando 
pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo 
para praticar  profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram 
pescar para  poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes 
pequenos, porém,  passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas,     
pirarucus.
Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para 
procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai 
Procópio  procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. 
Poucas  palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para 
Péricles  profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe 
para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro  Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando 
prédios para Péricles, pois  precipitou-se pelas paredes pintadas.
Permitam-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar 
para  pensar... 
"Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando..."


Contribuição de Franz Joseph Hildinger 
(membro do MNDLP em Praia Grande - SP)

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